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SEU FILHO ESTUDA MÚSICA? AULAS GRATUITAS DE TECLADO !!

 

 

Quando eu tinha por volta de 6 ou 7 anos de idade, meus pais resolveram me colocar para estudar piano no antigo Colégio de freiras ( Coleginho- perto da  A.A. Francana). E eu ia toda entusiasmada para as aulas. Professora  muito pacienciosa me ensinava as primeiras lições. Eu não tinha piano, então treinava na mesa. Depois de um ano  de estudo as freiras emprestaram um piano para estudo, teclas amareladas, faltava a cobertura de marfim de algumas teclas e meus dedinhos de criança de 8 anos raspavam naquele resto de cola que ficava ali no lugar onde deveria ter uma tira de marfim , sem contar que ainda ficava um degrau. Um dia, resolvi descobrir como é que se tocava o “Parabéns a Você” e fiquei ali tentando descobrir quando uma freira abriu a porta muito nervosa e disse : “- para com isso, você está aqui para estudar, sua meia hora de estudo é para fazer exercícios.” E bateu a porta com força. Que frustração... eu queria tocar músicas que ouvia , tentar tocar de ouvido, mas não deixavam.

 

 Foram 5 anos estudando sem piano, na mesa ou meia hora em piano emprestado meia hora duas vezes por semana.  Tinha vezes que eu não queria ir mais e chorava dizendo que não queria estudar piano mais. Minha mãe me arrastava literalmente a ponto de esfolar os meus  joelhos até chegar no Coleginho. Eu morava a uma quadra dali, era só fazer um L e chegava lá. Depois, meus pais me trocaram de professora, ela era minha vizinha, as freiras venderam a escola de música e ficou longe de casa. Passei a estudar piano meia hora antes da aula e quando ia ter aulas teóricas no conservatório. Mais 2 anos assim. Quando eu tinha de 13 para 14 anos, meu pai me deu um piano Fritz Dobbert  marron, lindo e fiquei várias noites sem dormir pensando que em minha casa tinha um piano. Assinou 10 promissórias e pagava com gosto aquele piano além da mensalidade cara do Conservatório. E então consegui uma partitura ( nem sei como porque era difícil obter partituras) do TEMA DE LARA que era a música preferida do meu pai e comecei a estuda-la para fazer uma surpresa a ele.  Eu não me sentia segura para tocar de ouvido, não tinha sido treinada para isso. Fiquei tão ansiosa que toquei num dia quando ele chegou pra almoçar, sem mesmo acabar de estudar a música, mostrei a ele que estava estudando. Seus olhos se encheram de lágrimas. A partir deste dia ele se sentava após o almoço todos os dias na sua ‘ cadeira do papai’ e ficava ouvindo os exercícios de Hanon que eu fazia, ou Cramer, Czerny, Bela Bartók e embora fossem exercícios ele se deliciava com o som do piano pelos  minutos que descansava após o almoço ali ao lado do piano. E dizia : - que som maravilhoso que tem este instrumento !

 

Enquanto as pessoas reclamam dos estudos em casa, do barulho, das notas erradas e tudo mais, meu pai era sábio : ele elogiava  por pior que fosse. Cheguei a ganhar um prêmio do Governador do Estado , medalha de ouro pelo meu curso. Obrigada a meus pais !

 

Este depoimento vem dizer da importância  da firmeza  e do incentivo dos pais quando coloca um filho para estudar um instrumento. Sem contar o investimento ( partituras, o próprio instrumento, etc).

 

Franz Liszt estudava piano com seu pai que era administrador de uma fazenda na Hungria. O pai quando percebeu o talento do filho, pediu ao patrão – Príncipe Esterházy – que fizesse uma carta de recomendação e acertasse suas contas porque iria para Viena colocar o filho para ter aulas com Czerny !

 

A família vendeu tudo para levar o filho para estudar piano em Viena. Alugaram um quarto , compraram um piano e ali se instalaram. ISSO NÃO É FANTÁSTICO ?

 

Fica a pergunta : quem venderia tudo para investir nos estudos de seu filho ? Principalmente estudo de piano ?

 

Franz Liszt retribuiu estudando 4,6, 8 horas por dia e se tornou o melhor pianista da História da Música, viajou o mundo, ganhou muito dinheiro e fama , deixou perto de 700 obras e um exemplo de garra, dedicação . O talento veio  transpirando o trabalho que foi feito!

 

A AÇÃO que propomos aqui  é que possamos investir nos estudos de música  do filho porque QUEM SE DESCOBRE , se reconhece, encontra a SI MESMO ! (CONHECE-TE A TI MESMO !). O estudo de música proporciona este autoconhecimento e a realização pessoal. Os efeitos da música (ou do estudo dela )no cérebro são estimulantes, ativam as sinapses, melhoram a coordenação motora, o raciocínio lógico, a auto-estima ! E ninguém precisa buscar alternativas de bem-estar muitas vezes prejudiciais se tem este ‘ remédio’ .

 

O Brasil tem agora escolas técnicas com nível superior. Vamos batalhar por uma dessas em Franca ? Junte-se a esta causa, agora liderada pelo Dr. Ubiali e vamos fazer da música um direito de todos !

 

Iniciaremos em MARÇO - curso de NOÇÕES DE TECLADO - gratuito a se realizar na ONG  OBEM Antonio Ubiali  - localizada à Rua Abílio Coutinho 221. Telefone 3701 1842 falar com Giane.

www.obem.org.br

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