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Reconhecimento futuro Suiça Saint Moritz Contos musicais

Era uma gravidez alegre, agitada, eufórica. Mas era obrigatório ouvir um disco de vinil pelo menos a manhã toda se repetindo: Em algum lugar do passado. Era aquele vício de ter que ouvir e ouvir e ouvir o disco várias vezes. Arrumando a casa, lendo um livro, preparando aulas, aquele disco tinha que estar presente. Ele preenchia aquela nostalgia, certa tristeza por não haver quietude, paz, realização.

Depois disso, à noite o sonho vinha rapidamente lá pelas 21 horas e 30 minutos e com ele um sonho que se repetia com o mesmo personagem: passeios por montanhas, outros lugares à pé, vendo paisagens muito bonitas, sempre com aquele rapaz que vez ou outra tocava violão e tocava, tocava, tocava.

Dos passeios ficou gravada uma frase: “ - espere por mim, não fique triste porque estou voltando, logo vou chegar para te ajudar! Espere por mim.”

Alguns  diziam que era o bebê que estava para chegar, outros diziam que era a mente que produzia esta fuga da realidade.

A música estava presente nos sonhos e todas as noites o sono vinha rapidamente para que aquilo tudo continuasse, cada dia de um jeito porém com a mesma pessoa tocando violão.

Os anos se passaram, o bebê nasceu , ouvia Mozart for babies antes de dormir, completou 6 meses, gostava de música, especialmente Mozart.

Quatro anos depois destes sonhos, um disco de presente e  ao  ouvi-lo  conhecia aquela pessoa, especialmente aquelas músicas, sabia o conteúdo das letras mesmo antes de tocarem inteiras. Mas como isso poderia acontecer? O músico era desconhecido... Talvez fosse mais uma fuga da realidade, o disco foi para o armário depois de um choro convulsivo e incontrolável por ter ouvido as músicas tocadas ao violão naquele sonho. Seria este o compositor? Estaria vivo? Era real? Definitivamente não! Era mais uma fuga da realidade! Uma realidade dura, afastada da essência!

Mas e as músicas? Como assim? Eram as mesmas ouvidas 4 anos atrás... no sonho !?

Mistérios musicais ou revelações musicais.

E as montanhas? Parecidas vieram se fazer presentes quase vinte anos depois.

 

 

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