Um amigo me disse:
- É provando os extremos, que se chega ao equilíbrio.
Certa tarde, eu estava com cólicas abdominais, mal estar, dor de cabeça e deprimido, devido à dificuldade em lidar com inúmeras realidades.
Decidi sair do computador e ver um pouco de TV. Depois fiz uma oração silenciosa, aos poucos fui relaxando, diminuindo as tensões e a dor foi passando.
Deixava um nível turbulento, para um estado de paz, afastava-me da dor, das ânsias e das cobranças.
Sentimentos perturbadores deixaram de existir. Era como que não existisse mais dor ou prazer, loucura ou sanidade, paixão ou frieza, ansiedade ou descaso, medo ou coragem.
Isso me fez perceber, que existe um nível estável acima de nossas fraquezas.
Acho que todos já tiveram uma sensação parecida. Após você se debater em conflitos, chega um momento que você se cansa, sabe que é hora de parar e de se equilibrar, aí você se deita um pouco e começa a cochilar. Nesse instante, inconscientemente, parece sentir que os níveis emocionais e físicos vão se estabilizando e mantendo-se uniformes.
Os anseios terrenos e o desejo de respostas imediatas geram desconforto e ansiedade. Parece que recebemos um comando externo, que diz que temos de viver em um constante movimento frenético; que é preciso suar e o coração disparar, sendo que, poderíamos perfeitamente caminhar em um ritmo bom.
Sentimos como se caminhar com a cabeça leve, o coração confiante e dar um passo firme de cada vez fosse errado.
Sempre damos um passo, pensando nos próximos e, acabamos nos embaraçando e caindo no primeiro.
Vale a pena exercitar entrar nesse ritmo compassado constantemente.
POSTADO PORFabrício é escritor e web designer autodidata. Nasceu em 25/02/1981, em Franca (SP). Tem Distrofia Muscular de Duchenne, mal genético que aos poucos faz com que seus portadores percam a força muscular e o movimento de todo o corpo.
